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ªªMeu
perfilªª BRASIL, Norte, MANAUS, FLORES, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Música, Cinema e vídeo MSN - |
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Bom, depois de um passeio agradabilíssimo com uma pessoa muito especial , com quem não canso de conversar e que parece ter sempre na ponta da língua, não necessariamente o que queremos, mas sim o que precisamos ouvir. Enfim, voltei outra...voltei mais feliz..voltei pronta pra semana que está só começando! Xô tristeza..tu não me pertence mais!![]()
Enfim, eu quero falar sobre os textos de Martha Medeiros, e esse em que ela fala sobre felicidade me chamou atenção mas não foi de todo meu encanto..discordo de algumas colocações e concordo com outras. A característica que mais me surpreende nela, é a sobriedade com que ela trata os mais diversos temas. Enquanto escritores renomados, ou mesmo nós
, que arriscamos algumas linhas de nossas modestas opiniões
sobre amor, felicidade, amigos, e assuntos afins, tornamos piegas, falamos sempre aquilo que os demais estão acostumados ouvir, frases feitas que circunstancialmente cabem nas entrelinhas, essa escritora bate com a realidade nua e crua na cara do leitor. Ela vem contra a correnteza mesmo, vem em forma de âncora puxando nosso balãozinho que insiste em voar com nossas divagações e rompantes de sonhos até muitas vezes alto demais. Um exemplo de contestação dela ao tema mais comum entre nós, o amor, é o texto que escreveu sobre a imortalidade do amor de Romeu e Julieta, uma justificativa fria e 100% realista desse “eterno amor” cultuado através dos tempos, mas isso é tema pra um outro post. Voltando ao assunto “felicidade realista”. Discordo veemente (adoro essa palavra..rs) do momento em que ela fala que queremos um jantar à luz de velas de segunda a domingo. Que mentira...quem quer a mesma coisa todo dia?? Nem eu com meu sonho mais cor-de-rosa desejaria essas marmotas diariamente. A graça desses acontecimentos é justamente a inconstância deles.
Contesto mais uma vez quando ela fala “Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade”. Todos nós, desde que nos entendemos por gente, sabemos que nem todo dia é dia de alegria, aprendemos desde pequeninos a lidar com o defeito dos outros, sabemos q nem todos os dias ficamos abraçadinhos aos nossos irmãos, primos, pai e mãe, logo, imaginar que ter um parceiro é sinônimo de felicidade diária, não é mais ilusão, é surrealismo (ou será burrice?
). E a segunda parte da frase em destaque, bem, aí realmente arrisco dizer que há pessoas sim que fazem isso ou aquilo pra satisfazer as expectativas da sociedade, mas eu, particularmente, quero um parceiro pra satisfazer as expectativas do meu coração, que com certeza não anseia por romances ocasionais, sexo casual, mais de um, ou mesmo nenhum par. Concordo que esse desejo de formar um par, tão comum entre as pessoas, seja uma questão de cultura, afinal crescemos com todo nosso caminho mais ou menos desenhado, sabemos que em dado momento vamos conhecer alguém, formar família, ter filhos (ou não), comemorar bodas de prata, de ouro ou quem sabe separar, ficar sozinho, até encontrar de novo alguém com quem se imagina fazer tudo de novo.![]()
Juro, só mais 1 protesto
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Quem ao sentir-se amando, não sonha com o “eterno”? o sonho de todo amante realiza-se com a possibilidade do eterno. Que um dia esfria, acalma ou desacelera, todos sabemos, mas ninguém que protagoniza uma história de amor fica ansioso pra esse dia chegar
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Pois pra mim felicidade realista não é desacreditar no “amor eterno”, nem ficar sozinha pra contrariar as expectativas da sociedade e provar que sou auto-suficente..felicidade realista pra mim é perceber nas nuances de nossa rotina detalhes que justificam nossa existência.
Sonhos??sim...pq não? Sonhos com o pé no chão se transformam em projetos realizáveis. Os sonhos nos mantêm vivos.
Nossa como eu falo!![]()

"FELICIDADE REALISTA
Martha Medeiros
De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo."
Comentários no outro post..nesse não cabe, a autora fala demais e eu não quero ficar atrás...rs![]()