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(...) como se pode viver sem a leitura? Deixar de escrever pode ser a loucura, o caos, o sofrimento: mas deixar de ler é a morte instantânea. Um mundo sem livros é um mundo sem atmosfera, como Marte. Um lugar impossível, inabitável. De maneira que muito antes da escrita vem a leitura, e nós romancistas somos leitores derrubados e transbordados por nossa fome ansiosa de palavras. Há pouco tempo ouvi em Gijon a escritora argentina Graciela Cabal falar em público, numa intervenção engraçadíssima e memorável. Veio dizer (mas ela se expressava melhor do que eu) que um leitor tem uma vida muito mais longa que as outras pessoas, porque não morre antes de acabar o livro que está lendo. Seu próprio pai, explicava Graciela, tinha demorado muitíssimo a falecer, porque o médico vinha visitá-lo e, balançando tristemente a cabeça, afirmava: “Desta noite não passa”; mas o pai lhe respondia: “Não, nada disso, não se preocupe. Não posso morrer porque tenho que terminar “O outono do patriarca”. E assim que o galeno saía, o pai falava: “Tragam um livro mais grosso”.

        Enquanto isso, não paravam de morrer colegas de papai que estavam saudabilíssimos, por exemplo um pobre homem que foi ao médico fazer um check-up e não saiu mais – continuou Graciela. – É que a morte também é leitora, por isso recomendo ter sempre algum livro na mão, porque assim quando a morte chega e vê o livro, se espicha toda para ver o que você está lendo, como eu faço no ônibus, e então se distrai.

        Meu contato com livro vem da infância, cresci vendo meu pai devorar livros, palavras-cruzadas, jornais, revistas,etc. além de uma big estante de ferro que havia na sala de nossa casa e que na época me parecia conter mais de quinhentos livros (talvez pq eu fosse pequenina, mas ela me parecia gigantesca). Também não era pra menos, meu pai era dono de banca de revista e acabou me influenciando nesse aspecto e cresci fascinada pelo mundo das letras. O primeiro romance li aos 7 anos, estava sem aula e fui À biblioteca com uma amiguinha e escolhi um livro que contava três historinhas de amor, claro entre adolescentes (já despontava o gosto por romance). Daí foi um passo pra ler literaturas como "a Arvore que dava dinheiro", Tempo de Menino", " Brim Azul - história de uma calça jeans, o estudante I e II, "A ladeira da Saudade" (esse foi o livro que me despertou o desejo de conhecer Ouro Preto) entre outras obras deliciosas que devorei. Entretanto havia um livro que eu sentia extrema vontade de ler, mas uma vez que eu tentei tirar da estante, meu pai disse que só quando eu crescesse, que era "Lolita" infelizmente houve uma época em que meu pai precisou se desfazer da estante com todas aquelas preciosidades. Daí então prometi que quando eu crescesse teria uma estante grandiosa. Tenho algumas experiências interessantes com livros, mas não dá pra contar todas aqui (vou deixar pra contar algumas no livro que vou escrever daqui pro fim da vida, rsss), mas uma delas é curtinha e expressa muitíssimo bem a paixão por literatura. Eu tinha 12 anos e minha mãe me convidou num sábado a ir p/ uma feijoada e eu havia ganho naquela manhã uma das pérolas de José de Alencar - Lucíola, e não contei conversa, pus o livro em baixo do braço e daí sim podiam me levar pra qualquer lugar que eu estaria imensamente satisfeita. Gente devorei o livro em questão de poucas horas, só parei pra almoçar, mal respondia pra quem tentava conversar comigo, uma vez que eu era a mais nova do lugar e lembro de ter sido uma tarde deliciosa. Bom, não presico dizer que até hoje não deixei meu grande prazer de lado e mais, concordo em gênero, número e grau com a tese da vida longa que o livro traz...rsss

By me



- Postado por: Musa Virtual às 21h21
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Eros e Psiquê

 

Num belo dia de outono na Grécia, as pessoas deixaram de prestar culto regular a deusa da divina beleza Afrodite. Abandonaram seu santuário para admirar a extraordinária formosura de uma simples mortal: Psiquê (alma). Menosprezada pelos homens, que preferiam homenagear uma beldade humana, Afrodite teve um acesso de raiva. E para vingar-se, pede a seu filho Eros (amor) que use suas flechas encantadas e faça Psiquê apaixonar-se pela criatura mais desprezível do mundo.Eros parte para cumprir sua missão. Mas a beleza de Psiquê era tão grande, que ao vê-la, Eros distrai-se e fere-se com uma de suas próprias flechas.

Vítima do encantamento em que enredava deuses e mortais, o deus feriu-se de amor.Apaixonado, nada disse à sua mãe; apenas limita-se a convencê-la de que finalmente estava livre da rival. Ao mesmo tempo que oculta seu sentimento, torna Psiquê inatingível aos mortais terrenos.Embora todos os homens a admirem, nenhum por ela se apaixona, e apesar de infinitamente menos belas, suas irmãs logo se casam com reis. Psiquê, amada por Eros sem que o saiba, a ninguém ama.E porque é uma beleza humana cobiçada por um deus, permanece só.

A solidão de Psiquê preocupou tanto seus pais, que foram então consultar o oráculo de Apolo, afim de buscar auxílio.Entretanto Eros já havia tornado Apolo seu aliado em sua conquista amorosa.Assim para ajudar Eros, Apolo ordenou aos pais da princesa que a vestisse em trajes nupciais, que do alto de determinada colina uma serpente alada e medonha, mais forte que os próprios deuses, iria torná-la mulher.Embora a revelação do oráculo fosse terrível, o rei e a rainha nada mais poderiam fazer senão cumprir o que fora determinado.Deixaram-na sozinha na colina, aguardando corajosamente seu triste destino.Mas a espera é tão longa que Psiquê logo adormece. E até ela chega a suave brisa de Zéfiro, que a transporta para uma planície coberta de flores.Perto correm as águas claras de um regato e mais adiante ergue-se um magnífico castelo. Ao despertar, Psiquê ouve uma voz que a convida a entrar no castelo, banhar-se e depois jantar.No interior do castelo, não encontra ninguém, mas sente-se como se estivesse sendo observada.E no jantar doce música a envolve, mas continua só. No íntimo, porém, pressente que, à noite, chegará o esposo que lhe fora prometido, a terrível serpente alada.Realmente, ao anoitecer, chega até ela Eros, protegido pela escuridão.

Psiquê não pode ver-lhe o rosto; mas não sente medo, porque seu temor é banido pelas palavras apaixonadas e pelas ardentes carícias do deus.Durante algum tempo Psiquê entregou-se ao amante velado e mesmo sem ver sua face , dedicava-lhe intenso amor.

Numa de sua visitas noturnas, Eros lhe faz uma advertência: que se precavesse contra uma desgraça que lhe poderia advir por intermédio das irmãs, que pranteavam-na onde fora deixada e do mesmo modo acrescentou, para evitar a desgraça, não deveria ela jamais tentar ver o rosto do amado.A princesa embora prometesse ambas as coisas, deixou-se arrastar pela tristeza e pela saudade. E tanto chorou e pediu, que Eros consentiu na visita das jovens. Todavia, esclareceu: reaproximando-se delas, Psiquê estava reatando laços terrenos e constituindo seu próprio sofrimento.Depois, mais uma vez, fê-la prometer o que era de tudo o mais importante: jamais tentaria ver-lhe o rosto.No dia seguinte, Zéfiro levou as irmãs de Psiquê ao palácio.De início foram só as alegrias do reencontro. Às perguntas das jovens sobre o marido, porém, a princesa respondeu com evasivas. Aos poucos, o sentimento das irmãs em relação a Psiquê foi mudando.

Antes choravam supondo-a infeliz; depois, partiram invejosas de sua felicidade. E resolveram vingar-se.

Retornando ao castelo por permissão de Eros, dessa vez movidas pela inveja, elas ardilosamente fizeram com que a desconfiança surgisse no coração de Psiquê.Percebendo por suas contradições que ela não sabia realmente quem era seu marido, como então poderia estar segura de que não era o monstro descrito pelo oráculo de Apolo? E, se era realmente belo o jovem, por que se ocultava nas sombras da noite? Invadida pela dúvida e temor, Psiquê acabou aceitando o conselho maldosamente planejado pelas irmãs: deveria preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, explicaram as moças, poderia ver o rosto do esposo; com a segunda, matá-lo se fosse o monstro....



- Postado por: Musa Virtual às 00h19
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Continuando o post daí de cima....

À noite, retorna Eros, ardente e apaixonado como sempre.

Enquanto se entrega ao amor, Psiquê esquece o próprio medo e a dúvida, mas depois, quando Eros adormece, a incerteza volta a invadir-lhe o coração. Silenciosa, apanha a lâmpada e ilumina o rosto do esposo.E detém-se deslumbrada: não é um monstro, pelo contrário, é o mais belo ser que jamais poderia ter existido. Arrependida e em êxtase, derruba sem querer uma gota do óleo quente da lâmpada no ombro do amado. Ele desperta, sobressaltado, e percebe o acontecido.

Com profunda tristeza, Eros vai embora.E tentando alcançá-lo Psiquê apenas ouve-lhe ao longe na escuridão: "O amor não pode viver com desconfiança."

Eros volta para junto da mãe, pedindo-lhe que cure seu ferimento no ombro.Mas ao contar o que ocorreu, Afrodite percebe que foi enganada e passa a alimentar apenas um pensamento: encontrar a rival e vingar-se.

Abandonada e em desespero, Psiquê põe-se a percorrer o mundo em busca do amor perdido e de templo em templo pede ajuda dos deuses.

Sem conseguir auxílio, Psiquê vai à presença da própria Afrodite, na esperança de encontrar com ela seu amado Eros. Mas junto à deusa, encontrou apenas zombaria, e a imposição de uma série de provas humilhantes.A primeira tarefa consistia em separar, até a noite, imensa quantidade de grãos miúdos de diversas espécies.Parecia ser impossível cumpri-la no prazo estabelecido.Mas tão grande era o sofrimento de Psiquê, e tão angustiado seu pranto, que despertou a compaixão de formigas que passavam no local.

Elas rapidamente separaram os grãos por espécies, juntando-os em vários montículos.A primeira tarefa estava cumprida, o que deixou Afrodite ainda mais irritada.Ordenou-lhe que dormisse doravante no chão, alimentando-se apenas de alguns pães secos.Esperava assim acabar com a beleza que lhe arruinara os cultos.

A segunda tarefa veio no dia seguinte: deveria ir a um vale cortado por um regato e lá tosquiar os terríveis carneiros do sol que pastavam.A lã desses carneiros era de ouro, e um pouco dela a caprichosa Afrodite desejava para si. Quando já estava exausta de tanto andar e a ponto de suicidar-se, nesse instante de hesitação entre a procura e a morte, Psiquê ouviu uma voz vinda dos caniços à beira do regato: "Não era necessário enfrentar os terríveis carneiros para tentar tosquiá-los, disse a voz; bastava esperar que eles saíssem das touceiras de arbustos espinhosos, quando fosse beber água: nos espinhos ficariam presos alguns fios de lã que poderiam ser facilmente apanhados."



- Postado por: Musa Virtual às 00h10
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calma calma tá quase terminando....rs

Não satisfeita por mais uma tarefa cumprida, Afrodite incumbiu-a de uma terceira tarefa e ainda mais complicada: teria de subir a cascata que provinha da nascente do rio Estige e trazer à deusa um frasco contendo um pouco daquela água escura.

As pedras que davam acesso à cascata eram íngremes e escorregadias, e a queda da água era extremamente violenta.

Impossível satisfazer a exigência de Afrodite. Só se pudesse voar Psiquê realizaria a tarefa.

Estava já disposta a desistir, quando surgiu uma águia, que lhe tirou o frasco da mão, voou até a fonte e apanhou uma porção do líquido negro.

A água do Estige, porém, não saciou em Afrodite a sede de vingança.

Psiquê deveria ainda executar uma Quarta e difícil tarefa: ir ao Hades, persuadir Perséfone a colocar numa caixa um pouco de sua beleza.

Como pretexto, diria à rainha dos Infernos que Afrodite precisava dessa beleza para recuperar-se das longas vigílias à cabeceira do filho doente.

Psiquê partiu, procurando o caminho dos Infernos.

Já havia andado muito e sentia-se perdida, quando uma torre , apiedada de sua aflição, ofereceu-se para ajudá-la.

Minuciosamente descreveu-lhe todo o itinerário que levava ao reino de Perséfone, mas lhe fez um alerta: "você encontrará pessoas patéticas que lhe pedirão ajuda, e por três vezes terá que escurecer seu coração à compaixão, ignorar seus apelos e continuar.

Se não o fizer, permanecerá para sempre no mundo das trevas.

Psiquê fez tudo o que lhe indicou a torre, e assim conseguiu chegar à presença de Perséfone.

Solícita, a rainha dos mortos atendeu ao pedido da jovem e entregou-lhe a caixa solicitada por Afrodite.

Sendo instruída quanto ao caminho de volta, o retorno ficara mais fácil para Psiquê, mas estava longe ainda a hora de recuperar o amor.A próxima prova por que passaria Psiquê não lhe foi imposta pelo ciúme de Afrodite, mas por sua própria vaidade. Temendo que tantas atribulações a tivessem tornado feia, não queria perder o amor de Eros.A tentação foi grande.E Psiquê não resistiu: no meio do caminho, abriu a caixa.

Para sua surpresa nada encontrou. Mas tamanho sono a tomou, que ali mesmo caiu, adormecida, como se estivesse banhada pela beleza da morte.

Enquanto dormia, Eros, curado de sua ferida, abandonava a mansão materna em busca da amada.

Vagou por toda a parte, até que finalmente a encontrou deitada ao relento.

Aprisionou o sono que pesadamente lhe cerrava os olhos e recolocou-o na caixa.

Em seguida despertou-a docilmente com a ponta de uma de suas flechas.

Com grande meiguice chamou sua atenção pela curiosidade que a fizera abrir a caixa.

Depois mandou-a entregar a encomenda a Afrodite, como se nada tivesse acontecido.

Terminadas as provações de Psiquê, que recuperara o amor.Para que nada mais acontecesse à amada, Eros dirigiu-se ao Olimpo para pedir a Zeus que o unisse em casamento à bela jovem. Mas para atendê-lo era necessário que a princesa recebesse o dom da imortalidade. Hermes foi buscar Psiquê e levou-a à presença dos deuses.O próprio Zeus deu-lhe de beber a ambrosia, que lhe conferiu a imortalidade.Depois declarou-a oficialmente esposa de Eros.Impotente tornara-se o ciúme de Afrodite. Psiquê agora era imortal e estava unida para sempre a Eros.Nada mais podia separá-los.

Dessa união nasceu Volúpia.



- Postado por: Musa Virtual às 00h08
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NINGUÉM MAIS NAMORA AS DEUSAS

Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo.
Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha?
As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para "ver".
Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?
Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados...
As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem  apavorados e murchos diante de tanta gostosura.
Os machos estão com medo das "mulheres-liquidificador".
O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!),  é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "Valentina", a "Barbarela", a máquina-de-prazer  sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão.
Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há.
Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou.
Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa.
A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres.
Ilusão à toa.
A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro.
São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.
Mas, diante delas, o homem normal tem medo.
Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho".
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens.
Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.
Não há mais o grande "conquistador".
Temos apenas os "fazendeiros de bundas" como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeur, babando por deusas impossíveis.
Ah, que saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos "normais" e "disponíveis"...
Pois bem, com certeza a televisão tem criado "sonhos de consumo" descritos tão bem pela língua ferrenha do Jabor (eu).
Mas ainda existem mulheres de verdade.
Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que tem "dentro de casa", o seu trabalho.
E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo de parecer um "chato" ou um "cara metido a intelectual".
Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas.
Mulheres que adoram receber cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos!!
Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Beegees ou um cd do Kenny G (parece meio breguinha)...mas é tão boooom namorar escutando estas musiquinhas tranquilas!!!
Penso que hoje, num encontro de um "Turbinado" com uma "Saradona" o papo deve ser do tipo:
-"meu"... o meu professor falou que posso disputar o Iron Man que vou ganhar fácil!."
-"Ah "meu"..o meu personal Trainner disse que estou com os glúteos bem em forma e que nunca vou precisar de plástica". E a música???
Só se for o "último sucesso (????)" dos Travessos ou "Chama-chuva..." e o "Vai serginho"???...
Mulheres do meu Brasil Varonil!!! Não deixem que criem estereótipos!!
Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza!!
Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus  namorados e maridos pedirem para vocês "malharem" e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem... igual a feiticeira dos seriados de Tv:
Façam-os sumirem da sua vida!!!

Por Arnaldo Jabour

Recebi a visita de uma pessoa que me fez passear pelo blog dela e lá encontrei esse texto do Arnaldo Jabour, que veio bem a calhar, pois eu queria mesmo falar sobre isso. Engraçado como realmente as pessoas deixaram os princípios morais de lado e hoje só têm olhos pra um corpo escultural e todas as mulheres são vistas apenas como mais uma noite de sexo, fantasias realizadas, “orgasmos transcedentais”, como diz Jabour.  Ainda ontem eu conversava com uma amiga com quem tomava um chop e falei da época em que comecei a namorar em que os rapazes cortejavam e nos pediam em namoro antes mesmo de um beijo, aliás só pediam em namoro quando já tinham certa afinidade... Ops!  Ei, nem faz tanto tempo assim! Sou bem novinha rs (estou falando de uns 13 anos atrás rsss, ta bom ta bom faz tempo sim, mas eu ainda lembro!).Os homens não se dão mais ao trabalho nem de pensar no que vão dizer pra impressionar ou conquistar (mesmo que seja por uma noite)...CONTINUO NO POST ABAIXO



- Postado por: Musa Virtual às 20h26
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continuação do post acima....

Sexta-feira fui a uma casa noturna e fiquei pensando como as mulheres estão se valorizando muito pouco.... falam de amor , reclamam de pouco romantismo masculino, dizem a toda hora que os homens não querem nada sério, que só enxergam se tiverem uma mega bunda, barriguinha sarada e piercing brilhando a todo vapor e seios ultra turbinados, mas se contradizem quando se vestem e principalmente como se comportam. Na entrada do tal lugar, estavam dois rapazes (um até q era bonito mas tinha uma cara de cafajeste rs. Estavam lá conversando e bebendo até que surgiu uma turminha de 3 moças e uma delas estava completamente provocante e claro chamou atenção dos tais rapazes. Lá pelas tantas ela passou pelo “cara-de-cafajeste” e ele a puxou pra conhece-la, apesar de se permitir receber dois beijinhos no rosto por conhecer os tais, ela virou as costas e seguiu adiante. Passado uns 15 minutos, eu já tinha ido dar uma volta pelo lugar, quando volto quem está atracada no pescoço do cidadão cara-de-cafajeste?rs A PRÓPRIA...gente foi coisa muito rápida... Fiquei impressionada. Passado mais ou menos uns 40 minutos eu já havia mudado de lugar, fui um pouquinho mais pra perto do palco pra dançar mais a vontade, onde as pessoas estavam realmente se divertindo com outro tipo de prazer (o de dançar) lá vem o “cara-de-cafajeste” e começa a chegar e me chamou pra dançar e eu simplesmente disse que não, que eu já tava mesmo parando um pouco por estar cansada e talz...aí ele em sua maior cara-de-pau, ou melhor “cara-de-cafajeste” disse que já que eu não queria dançar que eu podia ao menos aceitar beija-lo (ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh pense no nojo que senti daquela criatura....) eu claro, com toda minha classe não podia descer do salto e disse-lhe sorrindo que bateu na porta errada procurando a mulher errada pra engordar suas estatísticas de conquistador da noite. Ele me olhou como se tivesse imensamente ofendido e eu me despedi e voltei pra perto do meu amiguinho (que por sinal estava revoltado pro ter boiado até aquele momento). Enfim.... lá pelas tantas me chega um cidadão me elogiando e dizendo q eu queria me beijar...rs, Gente, nesse momento passei a mão na minha testa pra ver se alguém numa brincadeirinha de mau gosto teria colocado um letreiro bem luminoso dizendo que precisava BEIJAR, mas como havia previsto ela brilhava sim mas era suor...rs e a esse só disse que não beijava estranhos e que ele tivesse sorte.... Vocês acham que um cara que beija uma mulher com menos de quinze minutos num lugar onde tem 500 mulheres e onde vai passar a noite inteira, ele vai querer compromisso com alguém???????? NUNQUINHA! e sabe quando vão pensar em amor, mãos-dadas, assistir ao pôr-do-sol, um cineminha com pipoca, flores num dia qualquer, ler um livro num jardim sentados na grama curtindo um a companhia do outro? Só quando tiverem com a velhice batendo na porta e ameaçando-os com a solidão. E sinceramente acho que as mulheres têm grande culpa sim, acabam se vitimando de seu próprio comportamento. E o sábado chegou...rs Outra frustração! Passei o dia na rua, fui ao salão, ao shopping e por último numa praça chamada Praça do caranguejo com som ao vivo e talz.... tomei um chopp com uma amiga e um amigo e lá pelas tantas pensamos em sair pra dançar, foi então que lembrei de um amigo da faculdade e mandei uma mensagem convidando-o pra conhecer um bar chamado UANDIM do qual já havíamos comentado sobre ser super agradável e tocar MPB além de ter um big aquário tomando conta de uma parede inteira, quem já foi disse q lá é ótimo e ele me respondeu com o convite de assistir filme na casa dele, respondi logo que eu não tinha essas intimidades com ele pra me enfiar no quarto dele pra assistir seja lá que filme fosse (pode até ser frescura, mas não consigo mesmo, ou é frescura ou vivo num tempo que não é meu). Ta bom, combinamos que quando eu chegasse em casa ligaria pra que ele viesse me buscar e encontraríamos com os outros 2 amigos com que eu estava tomando um chopp. Aí cheguei em casa e deitei um pouco e como já era de se esperar bateu a preguiça, mandei a mensagem pra meu amiguinho dizendo q eu tava quase desistindo de sair por estar cansada. Qual foi minha surpresa, ele me respondeu dizendo que eu precisava de uma massagem e de preferência num lugar tranqüilo (vulgo MOTEL) rssss Ah Não! Era o que faltava eu ouvir pra acabar com todo meu tesão pra sair de casa rsss. Com esse eu podia descer do salto, e foi o que fiz, descasquei (como diz minha amiguinha Mari). Ah CAÇADORES DE PLANTÃO, VÃO VER SE ESTOU NA ESQUINA! Rs Rs..contando se torna até engraçado né...rs. Isso me faz pensar se ainda vou encontrar o cara que procuro pra viver as coisas mais simples como Passear de mãos dadas, viajar, ir a um cinema, ver o fantástico em baixo de um edredon bem confortável num quarto geladinho e pés de fora, um livro lido em uma tarde agradável deitados na grama, e outras cossitas e ainda assim me fazer feliz... me fazer leve...me amar como sei que mereço ser amada e como desejo amar.... Sexo é excelente e quando feito entre cúmplices e amantes apaixonados se torna ainda melhor.... se essa falta de princípios e principalmente de respeito for modernidade, prefiro não aderir, não tenho menor problema em ser quadrada, careta, chata, fresca, etc...

bY ME



- Postado por: Musa Virtual às 19h33
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